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Artrose de joelho: quando o tratamento clínico deixa de ser suficiente

  • 25 de mai.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de jun.

A artrose de joelho é uma condição degenerativa em que a cartilagem que reveste a articulação se desgasta progressivamente ao longo do tempo. É um processo lento, contínuo e, na maioria das vezes, inevitável com o passar dos anos.

Em algum momento, porém, os tratamentos não cirúrgicos deixam de oferecer o alívio esperado.

Como saber quando chegou a hora de operar? O fato é que não existe uma única resposta. Na prática, a decisão não se baseia em um único critério, mas no conjunto de três fatores: o que aparece nos exames, o que o paciente sente e o quanto isso interfere na sua vida. Olhar apenas um desses pontos, isoladamente, não é o adequado.


artrose de joelho


O exame de imagem é suficiente para decidir se é necessário operar?


É muito comum o paciente chegar com uma radiografia mostrando artrose e já imaginar que a cirurgia será necessária. Mas nem sempre isso ocorre. Há pessoas com desgaste importante nos exames (raio X e ressonância), mas que ainda conseguem levar uma vida com poucos sintomas. E há o contrário também: há exames que mostram poucas alterações, mas o paciente apresenta dor intensa e limitação real no dia a dia.



Quando o tratamento clínico deixa de ser suficiente


O tratamento da artrose, em geral, começa de forma conservadora. Controle de peso, fortalecimento muscular, fisioterapia, medicações e, em alguns casos, infiltrações (há textos sobre essas formas de tratamento aqui no site; vale a pena conferir).

Esse conjunto costuma funcionar bem nas fases iniciais e intermediárias.O problema é quando deixa de funcionar de forma consistente.

Alguns sinais ajudam a identificar esse momento:

  • Dor que persiste apesar do tratamento

  • Dor que aparece mesmo em repouso

  • Dificuldade cada vez maior para atividades corriqueiras do dia a dia

  • Alteração no alinhamento da perna

  • Sono prejudicado por dor

Quando esses pontos passam a fazer parte da rotina, a conversa sobre cirurgia torna-se necessária.



Quais as opções de cirurgia para artrose e qual o melhor momento? 


Quando se fala em cirurgia para artrose, muito se associa à prótese total de joelho. Mas essa é apenas uma das possibilidades.

Em pacientes mais jovens, com desgaste localizado, a osteotomia pode ser uma boa alternativa. A proposta é corrigir o alinhamento da perna, de modo que haja redistribuição  da carga, com alívio da dor e  preservação da articulação.

Existe também a prótese parcial, ou unicompartimental. Ela é indicada quando apenas uma parte do joelho está comprometida. Nesses casos, é possível preservar as estruturas saudáveis, o que costuma resultar em uma recuperação mais rápida e um movimento mais natural.

A escolha do procedimento depende de uma análise individual. Idade, padrão de desgaste, alinhamento e nível de atividade fazem diferença nessa decisão. É comum ver pacientes adiando a cirurgia até o limite da dor. A ideia de “segurar ao máximo” parece lógica, mas nem sempre essa decisão é a melhor para o paciente. 

Com o tempo, a dor leva à perda de força muscular, o que impacta diretamente a recuperação depois da cirurgia. Um joelho operado com musculatura mais preservada tende a evoluir melhor.

Por isso, o melhor momento para operar é aquele em que o tratamento clínico já não responde tão bem, mas o paciente ainda tem boas condições para reabilitação.



A decisão é construída em conjunto


A indicação cirúrgica é tomada em conjunto com o paciente. Cabe ao médico explicar as opções, os riscos, os benefícios e alinhar expectativas. Cabe ao paciente entender esse cenário e participar da decisão com clareza.

É importante esclarecer que a prótese de joelho não devolve um joelho jovem. Seu objetivo é aliviar a dor, corrigir deformidades e permitir que o paciente retome sua rotina com mais qualidade de vida.

Quando a indicação é bem feita, os resultados costumam ser bastante consistentes.

No fim, tudo começa com uma avaliação clínica bem conduzida. Exame físico, análise dos exames e, principalmente, uma escuta atenta do que o paciente vive no dia a dia.

É nesse contexto que a indicação se define. Ou que, muitas vezes, se conclui que ainda é possível esperar.


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