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Terapia por ondas de choque no joelho (TOC): benefícios e indicações

  • 25 de mai.
  • 4 min de leitura

A terapia por ondas de choque (TOC) é um tratamento não cirúrgico aplicado diretamente sobre a região do corpo com dor ou lesão, que não envolve corte, anestesia ou internação. O paciente vai ao consultório, realiza as sessões e retoma as atividades no mesmo dia na maioria dos casos.


O que são as ondas de choque?


Ondas de choque são pulsos acústicos de alta energia, geradas por um equipamento específico e transmitidas através da pele até os tecidos internos. Existem dois tipos principais de equipamento utilizados. Os aparelhos focais concentram a energia em um ponto específico e profundo. Já os radiais dispersam a onda em uma área maior, com menor penetração. A escolha entre eles depende da localização e do tipo de lesão a ser tratada.


terapia por ondas de choque no joelho


Como a terapia por ondas de choque (TOC) atua nos tecidos?


A energia das ondas gera estímulos mecânicos controlados na área tratada. Essa ação mecânica ativa uma resposta biológica do organismo, o fluxo sanguíneo local aumenta, fatores de crescimento são liberados e o processo de reparo tecidual é estimulado.

Há também um efeito sobre as terminações nervosas locais. A estimulação repetida reduz a transmissão do sinal de dor, o que explica o alívio que muitos pacientes percebem já nas primeiras sessões.

Em calcificações de tendões, as ondas fragmentam os depósitos de cálcio, facilitando a reabsorção pelo organismo.


A terapia por ondas de choque tem indicações bem estabelecidas em ortopedia. As principais são:

  • Fascite plantar, com ou sem esporão. 

  • Tendinopatia do tendão calcâneo (Aquiles). 

  • Tendinite patelar. 

  • Epicondilite lateral e medial (cotovelo de tenista e de golfista). 

  • Calcificações periarticulares do ombro. 

  • Bursite trocantérica. 

  • Síndrome dolorosa miofascial. 

  • Lesões musculares crônicas sem descontinuidade. 

  • Fraturas por estresse e pseudoartroses.

  • algumas patologias do joelho 


Em muitos desses casos, a terapia por ondas de choque é indicada justamente quando o tratamento convencional não foi suficiente.


Quando é indicada no joelho?


A terapia por ondas de choque tem indicações bem definidas no joelho, as principais no joelho são:

  • Tendinite patelar

A tendinite do tendão patelar, comum em corredores, ciclistas e praticantes de esportes que envolvem saltos, é uma das indicações com melhor resposta documentada. Quando a fisioterapia convencional não resolve o quadro após semanas de tratamento, as ondas de choque entram como uma alternativa de tratamento.


  • Síndrome patelofemoral e bursite

A inflamação das bursas ao redor do joelho e a dor na região anterior da articulação também respondem ao tratamento em muitos casos.


  • Artrose de joelho

Na artrose, o uso das ondas de choque é mais recente e a evidência científica ainda está em consolidação. Estudos clínicos mostram redução de dor e melhora funcional em pacientes com artrose leve a moderada, especialmente quando combinado com fisioterapia. Não reverte o desgaste da cartilagem, mas pode reduzir a inflamação e melhorar a qualidade de vida de forma temporária.


  • Lesões crônicas de partes moles

Lesões de tecidos moles ao redor do joelho que não cicatrizam adequadamente com tratamento convencional podem se beneficiar da estimulação promovida pelas ondas de choque.



Como é o procedimento?


Na sessão, que é realizada no consultório, o médico aplica um gel condutor sobre a pele e posiciona o transdutor do equipamento na área a ser tratada. O aparelho emite os pulsos por alguns minutos. Cada sessão dura entre 15 e 20 minutos.

O desconforto durante a aplicação varia de acordo com a sensibilidade de cada paciente e a intensidade utilizada. A maioria descreve uma pressão rítmica que pode ser mais intensa nos pontos de maior inflamação. A intensidade é ajustável e pode ser calibrada conforme a tolerância.

O protocolo mais comum é de três a seis sessões, com intervalo de uma semana entre elas. Esse intervalo é necessário para que a resposta biológica se complete antes da próxima aplicação.


O que esperar da terapia por ondas de choque (TOC)?


A resposta não é imediata em todos os casos. Alguns pacientes percebem melhora já após a segunda ou terceira sessão. Outros levam algumas semanas após o término do ciclo completo para sentir o efeito pleno.

Uma característica comum é o aumento temporário da dor nas primeiras 24 a 48 horas após cada sessão. Isso não é sinal de piora, mas sim uma resposta inflamatória localizada, esperada e parte do processo de reparação que o tratamento induz.

Anti-inflamatórios devem ser evitados nesse período, pois podem interferir na resposta biológica que se quer estimular.


Quando as ondas de choque não substituem a cirurgia?


A terapia por ondas de choque é um recurso conservador. Ela atua em tecidos moles, tendões e superfícies ósseas. Não corrige lesões mecânicas estruturais, como rupturas de menisco com bloqueio do joelho, ruptura do ligamento cruzado anterior ou artrose avançada com desgaste importante da cartilagem com perda total do espaço articular.

Nesses casos, o tratamento pode aliviar sintomas temporariamente, mas não resolve o problema de base. A indicação cirúrgica, quando presente, não muda com o uso das ondas de choque.

O papel do tratamento é ampliar as opções disponíveis entre a fisioterapia convencional e a cirurgia. Para os pacientes com indicação correta, é um recurso eficaz, seguro e com baixa taxa de efeitos adversos.


Quando a terapia por ondas de choque não é indicada?


Nem todo paciente pode realizar o tratamento. As principais contraindicações são: uso de anticoagulantes, distúrbios de coagulação, infecção ativa na área a ser tratada, presença de tumor na região, gestação e, em casos pediátricos, proximidade com cartilagens de crescimento abertas.

A avaliação médica antes do início do tratamento define se o paciente é candidato e qual protocolo é mais adequado para o seu caso.


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