Artroscopia de joelho: o que é, para que serve e como é a experiência do paciente
- 25 de mai.
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Atualizado: há 10 horas
A artroscopia é a técnica mais utilizada atualmente para tratar diferentes lesões no joelho de maneira minimamente invasiva. A maioria das cirurgias do joelho exigia antes uma abertura ampla da articulação; por meio da artroscopia, os cortes são menores, de modo que há menos dor no pós-operatório e a recuperação é mais ágil.
Mas o que exatamente acontece durante uma artroscopia? O que o paciente sente? O que muda na vida dele nos dias seguintes? Essas perguntas são as que aparecem com maior frequência no consultório.
O que é artroscopia?
Artroscopia é uma cirurgia realizada com uma câmera. O cirurgião faz dois ou três cortes pequenos na pele, com menos de um centímetro cada. Por um deles, entra o artroscópio, que é um instrumento fino, com uma câmera na ponta, que transmite imagens em tempo real para um monitor de alta definição. Pelos outros cortes entram os instrumentos cirúrgicos usados para tratar a lesão.
Durante o procedimento, a articulação é preenchida com soro fisiológico estéril, o que permite ampliar o espaço interno, melhorar a visibilidade e manter o campo limpo. O cirurgião vê o interior do joelho com precisão e opera com instrumentos específicos para cada estrutura.
O diferencial desta técnica é que o joelho não é aberto, não havendo incisão longa nem exposição das estruturas internas. Reduz-se, assim, o trauma nos tecidos ao redor permitindo que a recuperação seja mais rápida do que nas cirurgias convencionais.

O que a artroscopia trata?
A técnica permite diagnosticar e tratar uma série de problemas do joelho, entre eles:
• Lesões de menisco: o menisco pode ser suturado quando a lesão permite reparo, ou ter a parte comprometida removida quando o tecido não tem condição de cicatrizar.
• Reconstrução do ligamento cruzado anterior: como o LCA rompido não cicatriza, a cirurgia reconstrói o ligamento usando um enxerto de tendão, tudo feito por dentro da articulação, sem abri-la (há um texto sobre essa forma de tratamento aqui no site; vale a pena conferir).
• Lesões de cartilagem: fragmentos soltos são removidos e áreas com desgaste localizado podem receber tratamentos de reparo.
• Corpos livres intra-articulares: a artroscopia permite remover fragmentos de osso ou cartilagem que se desprendem e que permanecem soltos no joelho que causam travamento e dor.
• Sinovite: por meio da artroscopia, a inflamação crônica da membrana que reveste a articulação pode ser tratada com limpeza do tecido inflamado.
A artroscopia também pode ter papel diagnóstico. Em casos onde os exames de imagem não esclarecem a origem da dor, o cirurgião pode avaliar o interior do joelho diretamente e tratar o problema no mesmo ato operatório.
Artroscopia pode ser empregada em casos de artrose?
Quando a artrose está associada a uma lesão mecânica específica, como um fragmento de menisco instável que causa travamento, a artroscopia pode ser indicada para tratar esse problema pontual. No entanto, ela não corrige o desgaste da cartilagem causado pela artrose em si.
Como é a experiência do paciente?
Antes da cirurgia, o paciente realiza exames pré-operatórios de rotina, como sangue, eletrocardiograma e avaliação com anestesista. A anestesia mais usada é a raquidiana, que bloqueia a sensibilidade da cintura para baixo, permitindo que o paciente fique sedado durante o procedimento e não sinta dor. A cirurgia dura entre 30 minutos e uma hora e meia, dependendo da complexidade e do número de estruturas tratadas. Na maioria dos casos, a alta hospitalar acontece no mesmo dia ou no dia seguinte.
Nos primeiros dias o joelho fica inchado, o que é esperado. Gelo, elevação do membro e analgésicos são indicados para melhorar desconforto. Os cortes são pequenos e cobertos com curativo, que precisa ser mantido limpo e seco. O apoio do pé no chão é liberado logo após a cirurgia na maioria dos casos. Muletas são usadas por alguns dias para distribuir a carga enquanto o joelho não está em plena função. O tempo de uso depende do procedimento realizado.
A fisioterapia começa geralmente já na primeira semana. O objetivo inicial é recuperar a mobilidade do joelho e reduzir o inchaço. Na sequência, o foco passa a ser o fortalecimento da musculatura. A progressão é gradual e determinada pela resposta do joelho a cada fase.
O prazo de retorno às atividades varia conforme a cirurgia feita. Uma meniscectomia parcial permite retorno a atividades leves em duas a três semanas. Já a reconstrução do LCA, por outro lado, exige reabilitação por mais tempo antes do retorno ao esporte.
A artroscopia de joelho revolucionou o tratamento de diversas lesões, pois permitiu a realização de cirurgias menos invasivas, com cortes menores e recuperação mais rápida e com menos dor. Quando bem indicada, possibilita o tratamento de rupturas ligamentares, lesões no menisco, e ainda auxilia no diagnóstico. A avaliação de um especialista é essencial para definir se se trata da melhor opção para o paciente contribuindo diretamente para o melhor resultado.




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